Dark Factory e Open Second Brain: desenvolvimento autônomo e a memória que o sustenta

Eu no palco do startit com o projetor às minhas costas

Outro dia passei no startit com uma palestra curta — para contar o que venho fazendo no último mês. O público era especializado — builders que constroem agentes de IA por conta própria, então não precisei explicar o que é context window nem por que um agente às vezes não se basta com um único modelo. Dava para ir direto ao ponto.

E o ponto, agora, são dois projetos conectados: Dark Factory — desenvolvimento autônomo, e Open Second Brain — a memória sobre a qual essa autonomia se sustenta.

O que mostrei

Foram poucos slides. A lógica é simples:

Demonstração: um projeto que os agentes montaram em meia hora

Antes da apresentação, mandei uma frase para o orquestrador no Telegram — algo como “faça um chat paródico em que a IA responde a qualquer fala do usuário dizendo que ele está absolutamente errado”. E fui me preparar para subir ao palco.

Um prompt, um brainstorming curto — o orquestrador faz algumas perguntas de esclarecimento e fixa o plano — e, daí em diante, o pipeline roda sozinho. No chat começam a chegar relatórios do que está acontecendo: qual etapa foi iniciada, qual subagente assumiu, o que a revisão retornou. Não preciso mais intervir no meio do caminho.

Por baixo dos panos, nessa meia hora:

Tudo isso passa pelo mesmo pipeline de quadro kanban com revisão entre etapas que detalhei no post anterior: 13 cartões, no máximo duas voltas em cada revisão, subagentes diferentes nas etapas de produção e de revisão.

Quando subi ao palco, no endereço you-absolutely-wrong.techmeat.dev já abria o site no ar. Um chat em que o assistente, com convicção absoluta, explica que você está errado, escreva o que escrever. Por dentro: React + Vite no frontend, Hono em Node.js no backend, SQLite para as sessões, DeepSeek-v4 via OpenCode como modelo. Um projeto completo, não uma landing page.

Captura de tela do you-absolutely-wrong.techmeat.dev em ação

O que vem a seguir

Hoje, a fábrica opera com dois workflows — new-project (o mesmo que detalhei no post anterior) e new-feature, que pega um projeto já existente, com sua documentação, e leva mais uma feature até produção. Os próximos da fila são validate-idea, para validar hipóteses, e bugfix: triagem, repro, fix, verificação, ship.

Quando esses quatro ciclos rodarem de ponta a ponta de forma consistente, vou abrir tudo em open source. O Open Second Brain já está aberto e evolui publicamente.

Obrigado ao pessoal do startit pelo espaço e pelas perguntas depois da palestra — algumas delas foram direto para o meu backlog. Se você quiser acompanhar como a fábrica vai se montando daqui em diante, eu vou contando a história no X.